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Demanda por iGaming no Brasil cai 20,1% após proibição

A Blask registrou uma forte alta de um dia na demanda de buscas após o anúncio da proibição, seguida por uma queda semanal de 20,1% enquanto o Brasil se aproxima do encerramento em 6 de outubro.

Brazil

A demanda por marcas de iGaming no Brasil caiu 20,1% na comparação semanal após a proibição das apostas esportivas e dos jogos de cassino online no país, segundo dados da plataforma de inteligência de mercado Blask. 

A queda mede mudanças no Blask Index, que acompanha a demanda normalizada de buscas online por marcas de jogos de azar. Ela não representa uma redução de 20,1% no volume de apostas, depósitos ou receita das operadoras. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Provisional Measure No. 1,394 em 25 de setembro, proibindo a operação, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no Brasil. A medida abrange apostas esportivas e jogos online. 

Demanda saltou 41,45% imediatamente após o anúncio

O Blask Index do Brasil inicialmente seguiu na direção oposta.

Em 26 de setembro, um dia após a assinatura da medida, o índice subiu 41,45% em relação ao dia anterior, à medida que crescia o interesse em torno da proibição dos jogos de azar. Posteriormente, a leitura semanal mais ampla terminou 20,1% abaixo. 

A Blask afirmou que o padrão refletiu um aumento inicial nas buscas impulsionado pelas notícias, seguido por uma demanda de mercado mais fraca conforme o encerramento das operações se aproximava.

O índice é baseado no comportamento de busca, o que significa que o pico de curto prazo pode refletir consumidores procurando marcas de jogos de azar ou informações sobre a proibição, e não um aumento real nas apostas.

Sites licenciados devem sair do ar em 6 de outubro

Novos depósitos em operadoras de apostas autorizadas foram interrompidos em 25 de setembro.

Os jogadores podem sacar os saldos existentes até as 23:59 de 5 de outubro, enquanto sites e aplicativos de apostas licenciados deverão ficar indisponíveis a partir de 6 de outubro. A proibição também se aplica a operadoras offshore que atendem clientes no Brasil. 

A transição cria outro possível ponto de inflexão para o Blask Index. A demanda de buscas após 6 de outubro poderá indicar se os consumidores continuam procurando marcas de jogos de azar quando as plataformas licenciadas já não estiverem disponíveis, embora os dados de busca por si só não permitam determinar onde os jogadores realmente apostam.

ANJL e IBJR pedem ao Supremo a suspensão da proibição

As associações brasileiras de jogos de azar ANJL e IBJR pediram ao Supremo Tribunal Federal que suspenda a medida provisória enquanto o Congresso e o Judiciário analisam seu futuro.

A petição conjunta pede uma suspensão total até que o Congresso se pronuncie sobre a medida ou o tribunal decida sobre os processos relacionados. Como alternativas, os grupos solicitaram que as operadoras licenciadas existentes sejam isentas ou que as empresas tenham pelo menos seis meses para encerrar suas atividades. 

As associações argumentam que um encerramento abrupto poderia causar perdas irreversíveis e prejudicar investimentos realizados sob o regime de licenciamento do Brasil. Esses argumentos representam a posição do setor e permanecem sujeitos à análise judicial.

A Advocacia-Geral da União solicitou prazo para responder antes que o Supremo Tribunal Federal decida sobre as contestações. 

Medida provisória ainda exige aprovação do Congresso

A proibição já está em vigor, mas seu status de longo prazo ainda não foi definido.

Segundo o regime constitucional brasileiro para medidas provisórias, o Congresso deve analisar a medida em um prazo de até 120 dias para que ela se torne lei permanente. 

Para o setor de iGaming, a mudança imediatamente mensurável é uma forte queda no indicador de demanda de buscas da Blask após o pico inicial que se seguiu ao anúncio. O próximo ponto relevante ocorrerá em 6 de outubro, quando as operadoras licenciadas serão obrigadas a retirar suas plataformas do ar.

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